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Pedras na Vesícula: Sintomas, Riscos e Quando Operar

  • 22 de abr.
  • 3 min de leitura

Atualizado: 24 de abr.

Você já sentiu uma dor forte no lado direito do abdômen, logo após uma refeição gordurosa? Essa dor que às vezes sobe até o ombro direito e vem acompanhada de náusea? Esse é um dos sintomas mais característicos das pedras na vesícula.


A colelitíase, nome técnico para as pedras na vesícula, é uma das condições mais comuns na gastroenterologia. Mas apesar de ser tão frequente, ainda gera muita dúvida: precisa operar? Dá para controlar com dieta? É perigoso ignorar?


Vou responder tudo isso aqui nesse post.


Mulher com dor na vesícula

O que são as pedras na vesícula?


A vesícula biliar é um pequeno órgão localizado abaixo do fígado, responsável por armazenar a bile, uma secreção digestiva produzido pelo fígado que ajuda na digestão das gorduras.


As pedras se formam quando os componentes da bile ficam em desequilíbrio, cristalizando e formando cálculos. Esses cálculos podem variar de tamanho (de grãos de areia a bolinhas de gude)



Quem tem mais risco de desenvolver?


Alguns fatores aumentam significativamente o risco:


  • Sexo feminino: mulheres têm 2 a 3 vezes mais chance que homens;

  • Obesidade: excesso de peso aumenta a concentração de colesterol na bile;

  • Gravidez: alterações hormonais favorecem a formação de cálculos;

  • Dieta rica em gorduras e pobre em fibras;

  • Perda de peso muito rápida: emagrecer rápido demais aumenta o risco;

  • Histórico familiar: a predisposição genética existe;

  • Idade acima de 40 anos;

  • Uso de anticoncepcionais por longo período;



Quais são os sintomas?


Muitas pessoas têm pedras na vesícula e nunca sabem. São descobertas por acaso em exames de rotina. Mas quando os sintomas aparecem, os mais comuns são:


  • Cólica biliar: dor em cólica no lado direito do abdômen ou na boca do estômago, que pode durar de 30 minutos a algumas horas;

  • Irradiação para o ombro direito ou costas;

  • Náuseas e vômitos;

  • Piora da dor após refeições gordurosas;

  • Sensação de estufamento após comer.


Quando a pedra causa inflamação da vesícula, a dor se torna constante e pode vir acompanhada de febre. Esse é um sinal de alerta importante.


É sempre necessário operar?


Essa é a pergunta que mais ouço. A resposta depende de cada caso.

Pedras assintomáticas, descobertas por acaso, sem nenhum sintoma,  geralmente não precisam de cirurgia imediata. Nesses casos, o acompanhamento médico regular é suficiente.


Pedras com sintomas, como a cólica biliar, tem grande chance de ter novos episódios, e cada episódio aumenta o risco de complicações. Nesses casos, a cirurgia é geralmente recomendada.


A cirurgia mais comum é a colecistectomia laparoscópica. É um procedimento pouco invasivo, com recuperação rápida e excelentes resultados.


Dieta ajuda?


A dieta não elimina as pedras já formadas, mas pode ajudar a controlar os sintomas e prevenir novas cólicas enquanto aguarda cirurgia ou acompanhamento. O principal cuidado é:


  • Evitar refeições gordurosas e frituras;

  • Preferir refeições menores e mais frequentes;

  • Aumentar o consumo de fibras;

  • Manter boa hidratação;

  • Evitar jejuns prolongados.


Quando procurar um médico urgente?


Vá imediatamente a um serviço de saúde se tiver:


  • Dor abdominal intensa que não passa

  • Febre acima de 38°C junto com dor abdominal

  • Icterícia — amarelamento da pele ou olhos

  • Vômitos persistentes



Pedras na vesícula são muito comuns e, na maioria dos casos, têm tratamento eficaz. O segredo está em não ignorar os sintomas e ter acompanhamento médico adequado para decidir o melhor momento e a melhor abordagem para cada caso.


Não deixe a dor virar rotina. Uma consulta pode evitar complicações sérias e te devolver qualidade de vida.





Dra. Daniella Cavalcanti

Médica Gastroenterologista | CRM 5287468-0 | RQE 20509

Formada em Medicina pela Universidade Federal da Paraíba em 2008. Residência em Clínica Médica pela Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro. Pós-Graduação em Gastroenterologia pela PUC-RJ. Membro Titular da Federação Brasileira de Gastroenterologia desde 2012. Atuou na especialidade há mais de 12 anos, com experiência em clínica privada, em hospital privado e público, além de já ter atuado como professora universitária (Universidade Estácio de Sá).


 
 
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